Apoio às escolas - Novembro 2017

Desafios de escrita em… 77 palavras

Prontos para mais um mês de desafios?

Mês de Novembro de 2017

Um dos desafios que se tem revelado mais divertido, embora implique muito trabalho, é a questão de brincar com as letras. Impor ou retirar letras leva-nos a uma enorme viagem através do vocabulário.

Mas não só. Quando desparece, por exemplo, o U, ficamos sem uma das mais poderosas muletas de escrita: o que. Isto implica com a construção da frase ― a sintaxe tem de ser muito cuidada, para que o texto faça sentido.

Só por este trabalho, de vocabulário e sintaxe, todos os exercícios que implicam letras são bem-vindos.

Vamos a exemplos: um com letras proibidas, outro com letras impostas. Cada um, à sua maneira, provoca uma observação da ligação entre o que se diz e como se diz preciosa.

  1. Vamos ao primeiro, retirar uma letra:

O desafio que vos proponho é muito fácil de explicar.

Escrevam uma história em 77 palavras sem usar a letra A

Não, não é impossível! É só escolher bem o tema (convém que não seja sobre zebras, ou cidades, ou escolas – mas podem ser com besouros, montes, colégios ☺) e… tudo se consegue.

Atenção – para que a questão da ausência de tema seja retirado da preocupação, costumo escrever no quadro nomes sem A, para que sirvam de personagens, locais, sensações, e assim tudo possa nascer em modo de jogo, de descoberta.

Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Deixo aqui a minha:

Foi de noite que se desconstruiu, que o seu mundo ruiu: escuros futuros envoltos em sonhos sem fim nem tino; presentes chuvosos sem um fio de sentido; hojes de ontem sem regresso. Tudo ruiu. Foi deste modo que Jorge se ergueu do leito, mergulhou no seu depois e se infiltrou no novo mundo. Fê-lo sem remorso ou sentimentos escondidos. Fê-lo sim como um verme que emerge dum fruto podre. Foi recebido em tumulto por todos. Sentiu-se outro. Margarida Fonseca Santos

 

O nosso peixe Rei, o nosso querido ídolo, é muito rico em miminhos. Todos nós tivemos gosto em revê-lo. Em princípio, ele gostou de nos ver de novo contentes e sorridentes! Foi um excelente reencontro em treze de setembro. O Rei e mulher têm muito gosto em receber os meninos irrequietos, os novos filhotes e todos os professores. Juntos iremos construir elos bem fortes e permitir desenvolver novos sonhos. Um ninho bem quentinho cheio de peixinhos felizes! ​4ºA, Escola da Ermida, São Mamede, de Infesta-Matosinhos, prof Liliana Mendes

 

Num monte colorido com flores de muitos tons, o vento é um conto de um livro belo como o sol, que surgiu e floriu. De noite, os lobos dormem em neve que reflete um espelho de segredos e frutos de inverno gostosos. No outono, os insetos preferem comer restos de milho e mirtilo em conjunto com outros frutos secos: nozes, pevides e pinhões bem doces. E neste mundo incrível, existem sempre muitos e muitos momentos deliciosos, coloridos. Isaura Beijinha Pronto, 9 anos, Caldas da Rainha

 

Vi o coelho e segui-o prudentemente. Sem conhecer o sítio onde me encontro, procuro um coelho cor-de-neve. Ele diz eu sou um ser esquisito. Ele veste-se com um colete muito fino e tem sempre consigo um relógio de bolso. Pergunto-me se ele tem medo de mim!? Onde estou ninguém tem o mínimo juízo, ninguém é (nem um pouco) sério e todos me dizem o mesmo: que sou um ser esquisito. Socorro, estou com muito, mesmo muito medo! Matilde Taleço, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, prof Teresa Meireles

 

O suporte do meu mundo é o sol que por meus olhos recebo. É o ressurgir de um sonho miudinho que em pequeno esqueci. Obstruo todos os perigos, e encerro o que de menor me corrompe. Perco-me e reencontro-me no cubículo em que me fechei, pois só quero esquecer o remorso de tudo o que fiz. Só vivo o que de infinito tenho, porque em infinitos me cerquei. E o suporte do meu mundo é só meu. Ana Sofia Cruz, 15 anos, Portugal 

 

Hoje tive um sonho muito horrível. Sonhei que o mundo morreu, que fomos destruídos por gente de um outro mundo. Foi muito confuso, fomos destruídos em menos de vinte minutos. Consegui sobreviver porque estive muito bem escondido. Escondi-me sob o sítio onde vivo. Depois de cem minutos, estava um silêncio incrível. Vi um sítio em que um homem morreu porque o teto destruiu-se e morreu de dores. Estive com muito medo e nesse momento mudei de sonho. Ruben Brandão Oliveira, 16 anos, aluno do Curso de Língua e Cultura Portuguesas de Petit-Vennes (Lausanne, Suíça) – prof. Paula Matos Santos (Português como língua estrangeira)

 

  1. Vamos agora fazer o contrário, tendo letras obrigatórias (… perdendo metade do alfabeto):


Como já devem saber, o país tem estado em crise. Mas sabiam que a crise também pode chegar ao abecedário? É verdade, pode... e chegou!

A nossa história vai ter de uma apenas e só estas letras:

A  E  O  T  R  S  P  L  M  N  D  C
Divirtam-se... em 77 palavras!

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A  E  O  T  R  S  P  L  M  N  D  C

É bem divertido, ora vejam:
Teresa parece cansada, mas não está. Apenas se prepara para entrar no sono reparador. Terá o despertador a acordá-la, mas até lá dorme. Pedro não. Permanece acordado, tomando conta da tenda. Estão no deserto e tem medo do camelo. Mas o cansaço é tanto… adormece sem dar conta! Será acordado pelo camelo às sete. É manso, pensa então. Serão todos? Teresa acorda e Pedro prepara-se para contar como o camelo é pacato, mas Teresa não presta atenção! Margarida Fonseca Santos

 

O pato corre atrás do carro do Pedro. O leão come o pateta do sapo. O sapato roto corre com o carro do Carlos. A Leonor atropela o carro contra o banco. O tonto come a papa toda e dorme à mesa, antes do doce de pera acampar no prato. No teatro, o palco é no aeroporto e o ator é atropelado pelo pato ao lado da plantação de tomate. O conto pateta do setenta e sete. Manuel, 4º ano, Jardim-Escola João de Deus Porto

 

Esta tarde, o Leonardo come o melão na sala de estar. Está calor! A mãe rala-se: "Não podes entornar nada!..." O cão morde o pé do Leonardo e ele, com medo, entorna a polpa do melão. A mãe entra na sala e ele salta para se esconder, mas não tem tempo. A mãe começa a correr atrás dele, tropeça e estatela-se no tapete. Não parte a perna, ao acertar no melão. Perdoa ao Leonardo e permanecem contentes! Alunos da turma 5 do 4º ano da EB de São Domingos, Agrup Alexandre Herculano de Santarém, prof Maria do Céu Ferro

 

Pedro e a mãe estão no metro. Ele tem, na mala de pano transparente, trapos, setas, potes e tampas. A mala é de seda amarela. A mãe do Pedro transporta tomates, coentros, porco, salsa, sal e torresmos, no cesto cor-de-rosa. Passam pela tasca do aeródromo do Porto para comer o prato da casa. Esse prato é preparado com ananás assado e pato do campo. Após comerem, descansam no carro preto e amarelo do tropa Tó de Tondela. Nuno Dias, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

 

O cão está cansado e até parece morto. O amor dele não o ama. O cão perde a esperança, o cão não para de pensar, o cão não para de ladrar. O cão está descontente, o cão está morto por dentro. A cadela ama-o, mas não está atenta. O cão não conta com nada e não para de pensar nela. A cadela ladra, corre, come, salta e está completamente certa, ama-o e não para de pensar nele. Mario Ardila López, 16 anos, Esc Sec IES Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages (Português como língua estrangeira)

 

André é o nome do dono do pensamento dela. A todos os momentos ela pensa nele. Cometer erros todos cometem, até mesmo ela. Com os erros apreende-se sempre. Em plena escola, em casa, em todo o local, ela mostra, não mente, ela a todo o tempo a ele se declara. Encanta-se com o doce contemplar do amado. Amam-se, está na cara, todos entendem. Ela só pretende tê-lo com ela para sempre. Ama-o realmente eternamente. Entenderá ele esse amor? Adriana de Pinho Moreira, 10ºC, Escola Básica e Secundária de Fajões

 

Marcações: 77 palavras,, escolas,, margaridafonsecasantos,, nov 2017, #77palavras

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